segunda-feira - 2 de agosto de 2021

Até quando?

Vivemos um momento atípico. A pandemia causada pela covid-19 tem destruído famílias inteiras, sonhos… vidas. O nosso país está conseguindo bater recordes diários em mortes, já passando, inclusive alguns dias, de três mil pessoas. Estou assustada quanto comunicadora e, mais ainda, quanto pessoa. Fico me perguntando: por que muitas pessoas ainda levam na brincadeira? Será que não se amam ou não se importam com ninguém?

Já ouvi tantas coisas que, confesso, às vezes começo a duvidar da humanidade. Mesmo a Região dos Lagos estando na bandeira vermelha e, alguns municípios, como é o caso de Cabo Frio, estar na bandeira roxa (lembrando que esses são dados da Secretaria Estadual de Saúde), vemos aglomerações, pessoas sem máscara, fazendo da pandemia uma “grande piada de mau gosto”. Agora pergunto: é muito difícil usar uma máscara, manter o distanciamento, respeitar as pessoas? Será que tem que morrer alguém da família pra essa gente sem noção acreditar?

Lamentavelmente, todos sofrem com a falta de compromisso das pessoas que não possuem o mínimo de respeito com o próximo. Costumo dizer, por isso, que a falta de humanidade está matando mais do que a covid. Vamos às consequências visíveis da irresponsabilidade de muitos: os empresários, por exemplo, que seguem todos os protocolos de segurança, investiram em equipamentos, pagam impostos e seus colaboradores, estão tendo, em sua maioria, que fechar as portas. Conclusão: o desemprego está crescendo a cada dia, as pessoas estão doentes (e não só pelo vírus) e a situação da saúde está caótica, não só na rede pública, mas também na privada.

Se a população fosse consciente e respeitasse o mínimo – como é feito em quase todos os países do mundo – os comércios estariam sobrevivendo, as entidades de classe e governos se juntariam para estudar uma forma menos impactante para as pessoas sobreviverem ao vírus, tanto física quanto economicamente. Não seria necessário o radicalismo do “fecha tudo”. Mas, e agora? Estudiosos, cientistas renomados do mundo inteiro, inclusive do Brasil, veem como única alternativa o lockdown de pelo menos 15/20 dias. A pergunta é: será que funcionaria? Não deu certo da primeira vez porque as pessoas “furavam” e “burlavam” os bloqueios. Infelizmente, essas pessoas não mudaram. O número de mortes, que a cada dia cresce mais, não assusta, não comove.

Sinceramente, não sei quando essa pandemia vai acabar. Estou na corrente positiva propagando cada avanço da ciência em relação ao combate e extermínio da covid-19. Mas não posso fechar os olhos para os números que são divulgados diariamente. Pessoas da minha família, amigos e conhecidos, estão naquela estatística dolorosa.

Ninguém será o mesmo depois que tudo isso passar e tenho fé que vai! Alguns buscaram o seu melhor, ajudaram, se superaram e, com certeza, são pessoas melhores. Outros, ainda tem muito o que aprender.

Quem sabe, em um futuro próximo, eu esteja escrevendo sobre as descobertas da ciência, que o coronavírus foi erradicado do mundo e que vivemos e convivemos com pessoas melhores? Parece utopia, eu sei. Mas prefiro ainda acreditar que o ser humano guarda, em seu mais profundo íntimo, a inocência e pureza de uma criança, respeitando aquele pequeno ser, apoiando e jamais olhando com olhos de soberba ou indiferença, pois são iguais e merecem as mesmas oportunidades. Até que isso ocorra, perguntas não param de pulsar em meu coração: quantos ainda vão precisar morrer? Quantas famílias serão dilaceradas até que o governo tome uma atitude decente? Até quando?

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